Museu das Previsões
Cada item guarda quem previu, quando, em que condições e o que aconteceu. Separamos erro de previsão de mudança de cenário, e também expomos os acertos.
IlustraçãoProjeção de aumento do desemprego ao longo de 2027, sem volta a dois dígitos, conforme a linha fina da matéria.
- Autor
- Fernando de Holanda Barbosa Filho, pesquisador da FGV, conforme linha fina de matéria do Estadão
- Data
- 30 de outubro de 2026. Fonte
- Horizonte
- Ao longo de 2027
- Condições
- Não lidas: o texto integral está atrás de paywall. A linha fina menciona perspectiva de desaceleração econômica.
- Resultado
- Aguardando o fim do horizonte.
- Nota
- Registrada antes do resultado, para ser conferida com o mesmo critério dos demais itens.
Em 6 de janeiro de 2025, a mediana das projeções do Focus para a taxa de câmbio no fim de 2025 era de R$ 5,9997 por dólar.
- Autor
- Boletim Focus, Banco Central do Brasil (mediana das instituições que responderam)
- Data
- 6 de janeiro de 2025. Fonte
- Horizonte
- cotação no fim de 2025 (31/12/2025)
- Condições
- não declaradas na série consultada
- Resultado
- Cotação de venda do dólar em 31/12/2025: R$ 5,5024 (série 1 do BCB, consultada em 2026-11-01). Fonte
- Nota
- A mediana apontava um dólar cerca de R$ 0,50 (8%) mais caro do que o observado. Com a baseCalculo=1 (28 respondentes) a mediana era R$ 6,075. Câmbio é a variável em que mais se espera mudança de cenário entre a previsão e o resultado, mas as fontes lidas não permitem demonstrar o que mudou nem quando; por isso o item fica como erro de previsão, com a mesma ressalva do item anterior. O erro, aqui, é de coletivo de instituições e não de pessoa.
Em 6 de janeiro de 2025, a mediana das projeções do Focus para a inflação (IPCA) acumulada em 2025 era de 4,9977%.
- Autor
- Boletim Focus, Banco Central do Brasil (mediana das instituições que responderam)
- Data
- 6 de janeiro de 2025. Fonte
- Horizonte
- IPCA acumulado de janeiro a dezembro de 2025
- Condições
- não declaradas na série consultada
- Resultado
- IPCA de 2025: 4,26%, composto a partir das 12 variações mensais da série 433 do BCB (consultada em 2026-11-01). Fonte
- Nota
- A mediana superestimou a inflação em cerca de 0,74 ponto percentual. Com a baseCalculo=1 (cinco dias úteis, 38 respondentes) a mediana era 4,8745%, ainda acima. Não separei erro de mudança de cenário, porque a série não traz hipóteses e não analisei o que mudou ao longo de 2025 (por exemplo, o câmbio, no item seguinte). A classificação é provisória: erro de previsão aqui significa apenas que o resultado ficou fora da mediana, sem explicar por quê. Resultado calculado por este portal; o número oficial do IBGE não foi aberto.
Em 6 de janeiro de 2025, a mediana das projeções do Focus para a taxa Selic no fim de 2025 era de 15,00% ao ano.
- Autor
- Boletim Focus, Banco Central do Brasil (mediana das instituições que responderam)
- Data
- 6 de janeiro de 2025. Fonte
- Horizonte
- meta da taxa Selic no fim de 2025 (31/12/2025)
- Condições
- não declaradas na série consultada
- Resultado
- Meta Selic em 31/12/2025: 15,00% ao ano (série 432 do BCB, consultada em 2026-11-01). Fonte
- Nota
- Acertou o ponto de chegada, com 138 respondentes na baseCalculo=0 e 28 na baseCalculo=1, ambas em 15,00%. O acerto vale para o valor de fim de ano; não examinei se a trajetória no meio de 2025 foi a esperada, e acertar o valor final não prova que as hipóteses por trás dele estavam certas. Está aqui porque o quadro não pode escolher só o que convém.
Promessa de colocar a rede estadual de São Paulo de novo no topo do ranking do Ideb do ensino médio em 2021, conforme a linha fina da Folha.
- Autor
- Governo João Doria (SP), conforme linha fina da Folha de S.Paulo de 15/09/2020
- Data
- 15 de setembro de 2020. Fonte
- Horizonte
- Ideb 2021
- Condições
- Não lidas: texto da Folha atrás de paywall; só a linha fina foi lida.
- Resultado
- Terceiro lugar entre as redes estaduais no ensino médio regular em 2021, com 4,4, empatado com Ceará, Pernambuco e Espírito Santo; Paraná (4,6) e Goiás (4,5) ficaram à frente. Cálculo do Abestadão na planilha oficial do Inep. Fonte
- Nota
- A rede subiu do 5º para o 3º lugar, mas não chegou ao topo prometido. O Inep ressalva a comparabilidade de 2021 por causa da pandemia, o que vale para todas as redes.