Exportações do agro para a Europa sobem 14,8% nos 5 primeiros meses do acordo com o Mercosul
De maio a setembro, o agronegócio brasileiro vendeu US$ 12,2 bilhões à União Europeia, US$ 1,57 bilhão a mais que no mesmo período de 2025. Carnes dobraram, soja subiu 34%, abacate e mel multiplicaram. O superávit com o bloco cresceu 17%.
IlustraçãoO que mudou desde maio

O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia passou a valer provisoriamente em 1º de maio de 2026, depois de 25 anos de negociação. Cinco meses depois, os dados do Agrostat, o sistema de estatísticas do comércio exterior do Ministério da Agricultura, mostram o primeiro saldo: entre maio e setembro, o agronegócio brasileiro vendeu US$ 12,2 bilhões ao bloco europeu, contra US$ 10,6 bilhões no mesmo período de 2025. São 14,8% e US$ 1,57 bilhão a mais.
O crescimento não veio só de preço. Em volume, os embarques passaram de 16,42 milhões para 17,74 milhões de toneladas, alta de 8,1%. E o saldo do agro com a Europa, que já era favorável ao Brasil, cresceu 17%: de US$ 9,01 bilhões para US$ 10,54 bilhões, porque as compras de produtos agrícolas europeus subiram bem menos, 3,3%.
O que puxou
As carnes dobraram: de US$ 604 milhões para US$ 1,23 bilhão, alta de 103,5%. O complexo soja, maior item da pauta, subiu 34,2%, para US$ 4,19 bilhões. Produtos florestais, como celulose e madeira, cresceram 23%; o setor sucroalcooleiro, 19,8%; frutas, nozes e castanhas, 15%.
Os maiores saltos percentuais vieram de produtos pequenos que ganharam acesso com o acordo. Pelos dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, que usa outra metodologia, o abacate fresco foi de US$ 3,8 milhões para US$ 19,9 milhões (+421%), o mel natural de US$ 2,3 milhões para US$ 10,8 milhões (+367%), o óleo de milho de US$ 35,3 milhões para US$ 129,4 milhões (+266%) e o etanol quase dobrou, para US$ 131,8 milhões.
Nem tudo subiu. O café, segundo item da pauta para a Europa, caiu 7,7%, para US$ 2,46 bilhões. Sucos recuaram 35,7%; fumo, 15,9%; cereais e farinhas, 16,5%.
No ano, e com cuidado
No conjunto de todos os destinos, o agro brasileiro exportou US$ 133,6 bilhões de janeiro a setembro de 2026, alta de 5,5% sobre o mesmo período de 2025. A Europa cresceu quase três vezes mais rápido que a média.
Dois cuidados para quem for repetir o número. O primeiro é o período: são cinco meses de acordo, de maio a setembro, porque o dado mais recente do Agrostat é de setembro. O segundo é a causa: as fontes ressalvam que a alta não pode ser atribuída apenas às tarifas reduzidas, porque preço internacional, safra e câmbio também mudaram no período. O que o dado mostra é que, no primeiro semestre de vigência do acordo, o Brasil vendeu mais, e mais caro, para o mercado que levou um quarto de século para abrir.
Os números
| Indicador | Valor | Período | Território | Método |
|---|---|---|---|---|
| Exportações do agro à União Europeia | US$ 10,6 bi → 12,2 bi +14,8% em valor | maio a setembro (2025 × 2026) | Brasil → União Europeia | Agrostat/Mapa Fonte |
| Volume exportado à UE | 16,42 → 17,74 milhões de toneladas (+8,1%) | maio a setembro (2025 × 2026) | Brasil → União Europeia | Agrostat/Mapa Fonte |
| Saldo do agro com a UE | US$ 9,01 bi → 10,54 bi +17% | maio a setembro (2025 × 2026) | Brasil × União Europeia | Exportações menos importações do agro, Agrostat/Mapa Fonte |
| Exportações totais do agro | US$ 133,6 bi +5,5% | janeiro a setembro de 2026 | Brasil → mundo | Agrostat/Mapa Fonte |
Fontes
- Exportações do agro à UE crescem 15% nos cinco primeiros meses de acordo
Maio a setembro: US$ 10,6 bi (2025) → US$ 12,2 bi (2026), +14,8%, US$ 1,57 bi a mais. Complexo soja 3,12 → 4,19 bi (+34,2%); carnes 604,4 mi → 1,23 bi (+103,5%); produtos florestais 1,20 → 1,48 bi (+23%); apícolas +367,1%; sucroalcooleiro +19,8%; frutas +15%. Quedas: café −7,7%, sucos −35,7%, cereais −16,5%, fumo −15,9%. MDIC: abacate +421,2%, mel +367,1%, óleo de milho +266,3%, etanol +95,2%, óleo essencial de laranja +75,8%, maçã +28,8%.
O texto ressalva que o crescimento não pode ser atribuído diretamente às concessões do acordo e que Mapa e MDIC usam metodologias diferentes.
- Exportações do agronegócio brasileiro à União Europeia crescem 14,8% após acordo comercial
Volume 16,42 → 17,74 milhões de t (+8,1%); saldo do agro com a UE 9,01 → 10,54 bi (+17%); importações do agro europeu 1,62 → 1,67 bi (+3,3%).
- Brasil exporta US$ 133,6 bilhões em produtos do agro
Janeiro a setembro de 2026: US$ 133,6 bilhões em exportações do agro, alta de 5,5%.
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Legenda sugerida
Exportações do agro para a Europa sobem 14,8% nos 5 primeiros meses do acordo com o Mercosul Pelos dados do Agrostat, do Ministério da Agricultura, as vendas do agro brasileiro à União Europeia cresceram 14,8% em valor e 8,1% em volume nos cinco primeiros meses de aplicação provisória do acordo Mercosul–UE. No ano, até setembro, o agro exportou US$ 133,6 bilhões, alta de 5,5%. De maio a setembro, o agronegócio brasileiro vendeu US$ 12,2 bilhões à União Europeia, US$ 1,57 bilhão a mais que no mesmo período de 2025. Carnes dobraram, soja subiu 34%, abacate e mel multiplicaram. O superávit com o bloco cresceu 17%. Matéria completa, com todas as fontes, no link da bio ou em https://abestadao.com.br/noticias/exportacoes-do-agro-para-a-europa-sobem-14-8/ #abestadao #economia #agro #comercioexterior #jornalismoindependente





