Desmatamento na Amazônia cai 71% sob Lula. Com Bolsonaro, subiu 54%
A taxa do PRODES foi de 11.594 km² em 2022 para 3.335 km² em 2026, a menor desde 1988. No governo anterior, tinha ido de 7.536 km² para 11.594 km², com pico de 13.038 km² em 2021.
IlustraçãoOs dois números

O PRODES é o sistema do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) que mede, por satélite, o corte raso da floresta na Amazônia Legal. O ano dele vai de agosto a julho, e a taxa é publicada em km². É a régua oficial do Brasil desde 1988, a mesma usada por governos de todos os partidos, e é dela que saem os dois números do título.
No último ano fechado de Michel Temer, o PRODES 2018, a Amazônia perdeu 7.536 km². No último ano fechado de Jair Bolsonaro, o PRODES 2022, perdeu 11.594 km²: 53,8% a mais. No meio do caminho, 2021 marcou 13.038 km², o pico desde 2006. Somados os quatro anos daquele governo, 45.612 km² de floresta, uma média de 11.403 km² por ano.
Sob Lula, a curva inverteu em todos os anos: 9.064 km² em 2023, 6.518 em 2024, 5.731 em 2025 e, pela estimativa divulgada em 16 de outubro de 2026, 3.335 km² no PRODES 2026, que cobre agosto de 2025 a julho de 2026. De 11.594 para 3.335 km² é uma queda de 71,2%. É a menor taxa da série histórica; o recorde anterior, 4.571 km², era de 2012, no governo Dilma Rousseff. Os quatro anos de Lula somam 24.648 km², média de 6.162 km² por ano, pouco mais da metade da média anterior.
Ano a ano
- 2018 (Temer): 7.536 km²
- 2019 (Bolsonaro): 10.129 km², +34%
- 2020: 10.851 km²
- 2021: 13.038 km², o pico
- 2022: 11.594 km²
- 2023 (Lula): 9.064 km², −22%
- 2024: 6.518 km²
- 2025: 5.731 km²
- 2026: 3.335 km², −42%, estimativa
O Cerrado seguiu o mesmo caminho em 2026: 5.516,69 km² suprimidos, 23,8% a menos que no ano anterior e o menor valor desde o início da medição do bioma, em 2001.
O que o número mede, e o que não mede
Dois cuidados para quem for repetir os percentuais. O primeiro é o calendário: como o ano PRODES começa em agosto, o de 2019 inclui cinco meses de Temer, e o de 2023 inclui cinco meses de Bolsonaro. Por isso a comparação por governo usa o último ano fechado de cada um, que é como o INPE e as organizações ambientais fazem a conta, e como o Abestadão fez aqui.
O segundo é o status do dado de 2026. A taxa de 3.335 km² é uma estimativa feita com as imagens prioritárias; a taxa consolidada sai no primeiro semestre de 2027 e costuma mudar pouco. Em 2025, a estimativa foi de 5.796 km² e a consolidada, de 5.731; em 2019, a estimativa de 9.762 km² virou 10.129. Mesmo que a revisão de 2026 suba alguns pontos, a queda em relação a 2022 segue na casa dos 70%.
O PRODES mede corte raso: floresta que virou pasto, lavoura ou solo exposto. Degradação por fogo e extração seletiva de madeira, que também destroem a floresta, são medidas por outros sistemas do INPE e não entram nestes números. A matéria não atribui a queda a uma medida específica; o que as fontes sustentam é a trajetória, e ela está no infográfico.
Os números
| Indicador | Valor | Período | Território | Método |
|---|---|---|---|---|
| Taxa PRODES de desmatamento da Amazônia Legal | 7.536 → 11.594 km² (2018 → 2022), +53,8% | ano PRODES 2018 a ano PRODES 2022 | Amazônia Legal | Corte raso por satélite, agosto a julho; taxas consolidadas do INPE Fonte |
| Taxa PRODES de desmatamento da Amazônia Legal | 11.594 → 3.335 km² (2022 → 2026), −71,2% | ano PRODES 2022 a ano PRODES 2026 | Amazônia Legal | 2026 é estimativa do INPE com imagens prioritárias Fonte |
| Pico da série recente | 13.038 km² em 2021 | agosto de 2020 a julho de 2021 | Amazônia Legal | Taxa consolidada do INPE Fonte |
| Total desmatado por governo | 45.612 × 24.648 km² (Bolsonaro 2019–2022 × Lula 2023–2026) | 2019 a 2026 | Amazônia Legal | Soma das taxas anuais do PRODES, calculada pelo Greenpeace Fonte |
Fontes
- Brasil anuncia as maiores quedas históricas no desmatamento da Amazônia e do Cerrado
Estimativa PRODES 2026 (ago/2025 a jul/2026): 3.335 km² na Amazônia, −41,8% sobre 5.731 km²; Cerrado 5.516,69 km², −23,8%. Menor valor anterior: 4.571 km² em 2012.
Fonte governamental; a taxa da Amazônia é estimativa, a consolidada sai em 2027.
- Sistema do INPE aponta 5.731 km² de desmatamento na Amazônia em 2025
Taxas consolidadas: 5.731 km² em 2025 e 6.518 km² em 2024, queda de 12,07%.
- Menor taxa de desmatamento da história da Amazônia está ameaçada pela eleição de políticos antiambientais
Governo Bolsonaro (2019–2022): 45.612 km², média de 11.403 km² por ano, pico de 13.038 km² em 2021. Governo Lula (2023–2026): 24.648 km², média de 6.162 km²; 9.064 km² em 2023.
Organização ambientalista; os números são os do INPE.
- INPE publica taxa consolidada do PRODES 2022: Amazônia perdeu 11.594 km²
Taxa consolidada de 2022: 11.594 km², 11,08% abaixo de 2021 e a segunda maior desde 2008.
- A taxa consolidada de desmatamento por corte raso para os nove estados da Amazônia Legal em 2019 é de 10.129 km²
Taxa consolidada de 2019: 10.129 km², alta de 34,41% sobre 2018.
- Desmatamento consolidado: Amazônia perdeu 7.536 km² em 2018
Taxa consolidada de 2018 (ago/2017 a jul/2018): 7.536 km², 4,61% abaixo da estimativa de 7.900 km².
- Nota técnica: taxa consolidada PRODES 2021
Taxa consolidada de 2021: 13.038 km², contra 10.851 km² em 2020.
PDF técnico; a data exata de publicação não aparece no nome do arquivo.
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Legenda sugerida
Desmatamento na Amazônia cai 71% sob Lula. Com Bolsonaro, subiu 54% Pelo PRODES, do INPE, a Amazônia perdeu 11.594 km² em 2022, último ano de Bolsonaro, 54% acima do último ano de Temer. Em 2026, sob Lula, a estimativa é de 3.335 km², 71% abaixo de 2022 e a menor da série histórica. A taxa do PRODES foi de 11.594 km² em 2022 para 3.335 km² em 2026, a menor desde 1988. No governo anterior, tinha ido de 7.536 km² para 11.594 km², com pico de 13.038 km² em 2021. Matéria completa, com todas as fontes, no link da bio ou em https://abestadao.com.br/noticias/desmatamento-na-amazonia-cai-71-sob-lula/ #Abestadão #MeioAmbiente #Amazonia #Desmatamento #JornalismoIndependente





