Tsunami azul à vista: boca de urna mostra Trump com 38% de aprovação, a pior de um presidente numa eleição de meio de mandato
Seis em cada dez eleitores dizem que Trump pesou no voto para a Câmara, e três em cada quatro estão insatisfeitos com o rumo do país. As projeções dão aos democratas a maioria da Câmara; para virar o Senado, eles precisam de mais três cadeiras. A apuração começou agora.
ChargeAs urnas começaram a fechar nos Estados Unidos às 18h de Nova York, 20h de Brasília, e o primeiro número da noite já é um aviso para Donald Trump. Na pesquisa de boca de urna da CBS, só 38% aprovam o presidente. É menos do que George W. Bush tinha em 2006, quando os republicanos perderam a Câmara e o Senado. Se o número se confirmar, é a pior aprovação de um presidente numa eleição de meio de mandato.
O que diz quem votou
Cerca de três em cada quatro eleitores estão insatisfeitos com o rumo do país, e com mais raiva do que em 2024. A avaliação da economia está pior do que há dois anos. Seis em cada dez dizem que Trump pesou no voto para a Câmara, e, do lado democrata, o principal motivo para votar é ser contra ele.
A aprovação de Trump está negativa em quase todos os estados que decidem o Senado, inclusive nos que ele venceu por mais de dez pontos em 2024. Em todos eles, mais gente diz que as finanças da família pioraram. Não ajuda que o galão da gasolina esteja a US$ 4,15, o preço mais alto já registrado num dia de eleição, efeito da guerra com o Irã. Na véspera, Trump bombardeou o Irã depois de prometer que não atacaria antes da votação.
O tamanho da onda
Hoje os republicanos têm 218 cadeiras na Câmara, e os democratas, 214. O rastreador da CBS projeta 229 cadeiras democratas, numa faixa que vai de 215 a 237: os democratas são favoritos para tomar a Câmara. No Senado, o placar é de 53 a 47 para os republicanos, e os democratas precisam ganhar três cadeiras. Das onze disputas mais apertadas, oito são em estados hoje republicanos, como Texas, Ohio, Carolina do Norte, Maine e Iowa.
A primeira virada já saiu. Em Guam, território americano no Pacífico, a democrata Alicia Limtiaco tirou dos republicanos a cadeira de delegado no Congresso. Do lado dos especuladores, o JPMorgan já faz a conta: uma onda azul derrubaria a bolsa americana em meio ponto na quarta-feira.
Trump, que acompanha a apuração na Casa Branca, se adiantou de manhã: disse que o presidente no cargo “não ganha” as eleições de meio de mandato.
A apuração está no começo, e nenhuma disputa foi projetada até agora. O Abestadão atualiza esta cobertura ao longo da noite.
Fontes
- 2026 elections live updates as midterm voters decide control of Congress
Na boca de urna da CBS, a aprovação de Trump está em 38%, abaixo de George W. Bush em 2006, a caminho de ser a pior de um presidente numa eleição de meio de mandato. Cerca de três quartos estão insatisfeitos com o rumo do país; seis em cada dez dizem que Trump pesou no voto para a Câmara; a aprovação dele é negativa em quase todos os estados-chave do Senado, inclusive onde venceu por dois dígitos em 2024. O rastreador da CBS projeta 229 cadeiras democratas na Câmara (faixa de 215 a 237). No Senado, os republicanos têm 53 cadeiras e os democratas, 47. A gasolina estava a US$ 4,15 o galão, recorde para um dia de eleição.
Números iniciais de boca de urna.
- Midterm elections 2026 live updates: First polls close as House, Senate control hang in balance
A democrata Alicia Limtiaco derrotou o republicano James Moylan na disputa pela cadeira de delegado de Guam no Congresso, a primeira virada democrata da eleição. As urnas fecham entre 18h e 1h da manhã (hora de Nova York). O JPMorgan estima que uma onda azul pode derrubar o índice S&P 500 em cerca de meio ponto na quarta-feira.


